PF deflagra operação para investigar pressão a servidores da Defensoria Pública de Roraima por apoio a candidatos
PF deflagra operação para investigar pressão a servidores da Defensoria Pública de Roraima por apoio a candidatos DPE-RR/Divulgação/Arquivo A Polícia Fed...
PF deflagra operação para investigar pressão a servidores da Defensoria Pública de Roraima por apoio a candidatos DPE-RR/Divulgação/Arquivo A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã deste sábado (26), a Operação Auctoritas para desarticular um esquema de compra de votos e assédio eleitoral que utilizava a estrutura da Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR). A suspeita é de que a estrutura criminosa atuava para beneficiar um candidato a deputado estadual e de um candidato à reeleição como deputado federal. Eles não foram alvos na operação. A Justiça autorizou buscas contra três alvos apontados como organizadores das irregularidades: Celton Ramos dos Santos: coordenador de comunicação da DPE-RR. Ele agia dentro do órgão para cobrar metas e monitorar servidores em grupos de mensagens; Manoel Filho de Sousa Borer: atuava nas ruas e no interior do estado. Era ele quem abordava eleitores diretamente, recolhia cópias de documentos e prometia dinheiro e suprimentos em troca do voto; Ana Katia Magalhães de Souza: assessora especial na DPE-RR. Ela recebia documentos recolhidos por Borer e continuava a negociação presencialmente com os eleitores em Boa Vista. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Boa Vista e em Rorainópolis, região Sul do estado. Os alvos são investigados por coação eleitoral (uso do cargo para pressionar subordinados), corrupção eleitoral (compra de votos), ameaça e associação criminosa. O g1 tenta contato com a defesa dos citados. Em nota, a DPE-RR informou que desconhece as práticas investigadas e que a direção do órgão não recebeu nenhuma denúncia oficial sobre o envolvimento de servidores. A Defensoria disse ainda que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e ajudar nas investigações do caso. O g1 apurou que os suspeitos cobravam metas de público em reuniões, exigiam parte dos salários de funcionários para pagar despesas de campanha e ofereciam até R$ 1 mil por voto aos eleitores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Como o esquema funcionava A estrutura usava funções públicas para constranger servidores e aliciar eleitores comuns. As ações eram divididas em três frentes: Assédio e pressão financeira: Servidores que ocupam cargos comissionados na DPE-RR estariam sendo obrigados a repassar R$ 1 mil dos próprios salários. Além do dinheiro, eles precisavam entregar duas cestas básicas para financiar as campanhas dos candidatos; Metas no WhatsApp: Em um grupo de mensagens, servidores eram cobrados diariamente para levar convidados a reuniões políticas. A meta era de 100 pessoas por evento. Quem faltasse, precisava se justificar individualmente aos chefes; Compra de votos: Nas ruas e no interior, eleitores entregavam cópias de documentos em troca da promessa de receber R$ 1 mil por familiar. Também havia a oferta de produtos domésticos. Trocas de mensagens em um aplicativo revelaram o tom das cobranças aos subordinados. Em alguns trechos, um coordenador escrevia: "Mandem a lista de confirmados!", "Meta da reunião: 100 pessoas" e "Cadê os demais que ainda não se manifestaram. Tô acompanhando aqui". Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.